<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705</id><updated>2011-04-21T12:03:05.584-07:00</updated><title type='text'>We couldn't all be cowboys</title><subtitle type='html'>so some of us are clowns</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-3045679219162335210</id><published>2008-10-06T14:42:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T14:51:19.371-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rTjrJBL59ps/SOqG5evfWkI/AAAAAAAAADA/VLvKKzuXHVA/s1600-h/empty_classroom.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 222px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rTjrJBL59ps/SOqG5evfWkI/AAAAAAAAADA/VLvKKzuXHVA/s320/empty_classroom.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254160237344021058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Pode o nada existir?", questionavam-se os gregos. A pergunta é uma mistura hedionda de sofisma e antinomia, mas conheço poucas que sejam mais transcendentes. E a indagação pode ser grega, mas sua origem é babilônica. Foram os babilônios que inventaram o zero, revolucionando a matemática, deixando a filosofia, e a todos nós, de cabelos em pé. Sim, o nada é um dos três ou quatro – cinco, que seja – conceitos ultrajantes o suficiente para mexer com nosso penteado. Há algo de repulsivo nessa inexistência e fugimos dela como fugimos de um cão sarnento.&lt;br /&gt;Mas falo do nada quando queria falar do vazio. Note que o vazio carrega consigo uma ausência que, com o perdão do trocadilho, não está presente no nada. E era fim de aula, numa sexta-feira, quando um aluno me chega com essa: "o vácuo existe?". O aluno em questão é o mais brincalhão da turma, e eu, interpretando a pergunta como um gracejo, o dispenso com uma frase de singela ironia: "ali tem um". E disse isso levantando um das mãos, apontando para uma lâmpada incandescente, enquanto apagava o quadro com a outra, sem nem mesmo me virar para ele. "Mas que diabos", logo pensei, "alguém me chega com a primeira pergunta interessante de hoje e eu o dispenso dessa maneira?". Eu não ia deixar por menos! Meu cérebro se inundou de factóides científicos. Ia citar o vácuo, Demócrito, o sistema sexagesimal e o zero, contudo, ao me virar, o aluno não estava mais lá. Tinha ido embora apressadamente, como apressadamente foram embora as fórmulas que eu finalmente apagara. Era o vazio do quadro que se refletia no vazio da sala e que ressoava no vazio de minha mente, agora sem Demócrito e sem sistema sexagesimal. Era a mais fantasmagórica ironia, uma experiência verdadeiramente perturbadora em seu silêncio: eu contemplava, na sala vazia, o vácuo que se tornou minha vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-3045679219162335210?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/3045679219162335210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=3045679219162335210&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/3045679219162335210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/3045679219162335210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2008/10/pode-o-nada-existir-questinavam-se-os.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rTjrJBL59ps/SOqG5evfWkI/AAAAAAAAADA/VLvKKzuXHVA/s72-c/empty_classroom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-1603243666520437013</id><published>2008-09-18T07:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T18:17:13.239-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rTjrJBL59ps/SNJh9zWZV0I/AAAAAAAAAC4/k994ZxzejbM/s1600-h/tv.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 218px; height: 269px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rTjrJBL59ps/SNJh9zWZV0I/AAAAAAAAAC4/k994ZxzejbM/s400/tv.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247364230224107330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há mais bons conselhos num seriado enlatado que em dois terços da Filosofia!&lt;br /&gt;A frase é audaciosa e, a fração, completamente arbitrária. No entanto, insisto: quando em dúvida, feche o livro e ligue a tv.&lt;br /&gt;Se percebeu um pouco de amargor nesse prólogo, é porque ainda não o releu. Releia-o e note que não há pouco. Explico: ateu e com formação em exatas, persigo a filosofia como um cão vadio acossa um automóvel. Quero preencher o vazio normativo que a religião deixou e que a ciência, descritiva, jamais preencherá.&lt;br /&gt;A ciência descreve a química do beijo, o neurotransmissor da paixão, a mórula e a blástula; a viabilidade de uma relação, contudo, quem me dirá? A filosofia é que não, já que, preocupada em me definir como ente – e, de preferência, à maneira dos geômetras! – não me responde o essencial, o indispensável: como viver bem? E assim, quando a filosofia cede aos meus latidos, percebo que de nada adianta, e saio com o rabo entre as pernas.&lt;br /&gt;E falei em viabilidade de relação por um motivo: fui acometido, recentemente, por uma paixão que foi rápida e intensa como uma chuva de verão, e ainda deixou alguns estragos.&lt;br /&gt;Por que o relacionamento não frutificou? Não sei a resposta. Nem sabe a ciência. E a filosofia, bem, esta já virou a esquina. Mas eis que a televisão – numa reinterpretação magistral daquilo que os filósofos chamariam de "versão temporal do princípio copernicano" – com a competência e sabedoria de um Proust moderno, resumiu, em uma frase, toda a problemática dos relacionamentos: "Com sua cara metade, nunca faça planos para um futuro mais distante do que o tempo que vocês já estão juntos". É isso! Uma semana de relação? Contenha-se em sonhar no máximo uma semana a frente.&lt;br /&gt;E, findo o post, dêem-me licença. Vou assistir enlatados e aprender a viver bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-1603243666520437013?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/1603243666520437013/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=1603243666520437013&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/1603243666520437013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/1603243666520437013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2008/09/h-mais-bons-conselhos-num-seriado.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rTjrJBL59ps/SNJh9zWZV0I/AAAAAAAAAC4/k994ZxzejbM/s72-c/tv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-115164647942022065</id><published>2006-06-29T22:36:00.000-07:00</published><updated>2007-02-25T13:42:00.599-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/1600/pool_table.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/320/pool_table.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que existem dois tipos de pessoas: as que dividem todo o mundo em dois tipos de pessoas e as outras. E foi ontem que descobri pertencer ao primeiro grupo. Não se deixe enganar com a aparente comicidade da afirmação: nada pode ser mais sério. Sim, eu, o antimaniqueísta, sou, no fundo, um maniqueísta!&lt;br /&gt;Era meia-noite, a hora que, para Allan Poe, apavora. Estávamos numa boate jogando bilhar. E o que pode ser mais inocente que jogar bilhar com amigos? Pois bem: uma garota, cheia de malícia e malevolência,&lt;br /&gt;se aproxima de mim e dispara: "Quem é o teu amigo?". Ora, eu estava com uns dez amigos e mais uns conhecidos e, confuso, revidei: "Mas qual deles?". Ela: "Esse!". E apontava com o indicador, movimentando-o rente a mesa, quase tirando as bolas da posição. Ora, era o irmão de um grande amigo meu. Recém-noivo. Gente finíssima. Eu, pensando que nada poderia sair do encontro da malícia com o compromissado e, preocupado com a integridade do jogo que eu finalmente vencia, não tardei em aproximá-los. Cinco minutos e o jogo acabou -- perdi! Olhei de relance: o papo entre eles corria solto, com gargalhadas infinitas e cochichos igualmente longos. Me aproximei dele e falei: "Você tá com uma aliança no dedo!" E ele, me dando ombros: "E o que tem a ver?" Ora, para mim, tem tudo: se ele ama a noiva aquilo era o adultério com banda, bebidas e convidados.&lt;br /&gt;Depois de uma meia hora, a amiga da malevolência (não havia dito? Que seja: ela tinha uma amiga) começa a me olhar. Depois de varrer a boate com os olhos infinitas vezes, dançar sozinha, ir ao banheiro umas três vezes, a amiga, súbita e supostamente, se interessa por mim. Meu amigo fala: "Ela tá de rolo, mas tem nada não. Chega, chega!" E, ato contínuo, beija a malícia.&lt;br /&gt;E foi aí que entendi. Há dois tipos de pessoas: as que procuram recompensas imediatas, e as que se irritam por nunca ter recompensas. Agindo sob a vigilância de uma suposta moral, nunca me permito passar por cima dos outros; nem mesmo de rolos. E, sobretudo: não quero sobras. Ela, depois de observar toda a boate e ver que não havia nada... bem, havia eu.&lt;br /&gt;Fiquei somente com a certeza de ter descoberto um dos problemas de nosso mundo -- e do cristianismo: para os quem anseiam ter um mínimo de princípios, não há retorno, não há recompensas. "Tu é muito besta, doido." disse-me ele, pouco antes que eu fosse embora. É, sou mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-115164647942022065?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/115164647942022065/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=115164647942022065&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/115164647942022065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/115164647942022065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2006/06/h-quem-diga-que-existem-dois-tipos-de.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-113402069676116947</id><published>2005-12-07T21:38:00.000-08:00</published><updated>2005-12-08T05:36:53.366-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/1600/arizonaeerie7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/200/arizonaeerie7.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar -- ou seria voar? Voar, fiquemos com voar -- sempre me pareceu uma experiência cosmopolita. Voando nos tornamos donos do mundo e posamos de importante sem ser. E é como em um episódio de Além da Imaginação: um cochilo e, ao acordarmos, estamos num lugar desconhecido, tudo diferente. Mas falo do lateral e esqueço do principal: só temos olhos para o belo. Aos que não entenderam a conexão, paciência.&lt;br /&gt;A cena requer descrição e, como não sou Proust, feche os olhos para auxiliar na abstração -- ou, por outra: não os feche, continue lendo; aperte-os tão somente! -- Voltemos: estou na primeira fileira (poltrona 1E, para os obcecados por detalhes) olhando de soslaio uma aeromoça (espetacular) que conversava animadamente com o comissário de bordo, um latagão enorme, bombado ao último. Ele lhe explicava como obter água potável numa floresta ou algo do tipo. E ela sorvia suas palavras como um camelo num oásis. Veja bem: aquela mulher não deve ter acampado uma única vez, nem no quintal de casa. Sua maior aventura deve ter sido viajar sem secador de cabelos. Mas ela só tinha olhos e ouvidos para o Aquiles dos ares.&lt;br /&gt;E, depois um tempo, talvez pelo tema da conversa ou pelo ar-condicionado, fui tomado por uma súbita e fulminante sede. Tiro o cinto, estico o braço (sou baixinho) e chamo, através do botão no painel, a aeromoça. Nada. O tema da conversa agora era outro: ela lhe falava que era do Leblon, e malhava não-sei-onde. Fiquei imaginando que, se Jobim voasse Gol, a música seria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Garota do Leblon&lt;/span&gt; e talvez não fizesse tanto sucesso.&lt;br /&gt;Depois do devaneio, insisti. Ela: "O que deseja?" Eu: "Água". Nem havia fechado a boca e ela já disparava para a frente da aeronave; trazendo, em seguida, uma barra de cereais. Levantei as sombracelhas. Ela nem tchum: voltou para os bíceps. Ora, não sendo belo ou forte, eu era transparente como água e sem graça como uma barra de cereais. É algo conhecido de todos: somos todos uns pavões, o que nos interessa é a plumagem vistosa -- minha vizinha de poltrona, por sinal, exibia uma plumagem rosa no pescoço. Eu, sem nada a oferecer de visual, não merecia nem a gentileza da água! E, por falta de um copinho, perdi a pose, deixei de ser cosmopolita. Era apenas um simples sedento num deserto com asas.&lt;br /&gt;Ofereci a barra para a emplumada ao lado, que a comeu e disse: "Muito seca, me deu sede." Não me surpreendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-113402069676116947?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/113402069676116947/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=113402069676116947&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113402069676116947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113402069676116947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2005/12/viajar-ou-seria-voar-voar-fiquemos-com.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-113193329567801339</id><published>2005-11-13T17:44:00.000-08:00</published><updated>2005-11-14T06:06:14.403-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/1600/Desert.Night.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/200/Desert.Night.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existem coisas que não adianta: só provando. Ninguém é capaz de descrever a textura de um morango, o gosto de um chocolate. Não conheci quem ousasse afirmar: "nunca comi pêras, mas me disseram como é." E ontem compreendi que a saudade é uma pêra, um morango.&lt;br /&gt;Num telefonema, um velho amigo -- ia dizer fundamental -- perguntou: "Que tu tens?" Eu: "Saudades de casa". E ele: "Fala". Ora, ninguém deveria, jamais, pedir que eu fale; mas ele pediu. E, aproveitando o divã telefônico, pus-me a falar da falta que minha família me faz, de como contrato em cartório não transformava alvenaria em lar. Fiz dezenas de analogias e usei palavras nada tropicais como 'prados', 'fiordes'. Eu, empolgado e num rompante medieval, emplaquei até um 'regozijo'. Ele, no desespero do interurbano, interveio: "Me fala por que você anda triste, cacete!". Levei um tempo, mas consegui entender o estranhamento dele: a meio metro dos pais, nem a mais fértil das imaginações o permitiria trocar de lugar comigo, fazê-lo sentir o que eu sentia. A saudade que carrego é, para ele, exótica como um kiwi e distante como um fiorde. Do conforto de seu lar, ele não sente nem brisa de saudades. E a saudade é como o deserto à noite: árida e fria. Árida como três desertos.&lt;br /&gt;"Ah, é só saudades?", indagou, meio indignado, antes de desligar. Eu: "Só".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-113193329567801339?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/113193329567801339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=113193329567801339&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113193329567801339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113193329567801339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2005/11/existem-coisas-que-no-adianta-s.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-113098177039150576</id><published>2005-11-02T17:33:00.000-08:00</published><updated>2005-11-03T05:29:27.426-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/1600/imagem%202.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/200/imagem%202.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia afirmado aqui e repito: não se fazem mais paixões como antigamente! Minto: o que eu havia dito era que mulheres se apaixonam com frequência, mas dêem-me o desconto. E, com o perdão pelo lapso, sigo para o que eu realmente queria dizer: nos nossos dias, o coração não passa de uma víscera menor. É como um baço ou um fígado. Ou, por outra: é como um apêndice.&lt;br /&gt;Ouvi esses dias num bar: "dane-se o coração, preferia ter dois fígados!". E passo do comentário de meu amigo etílico para o da amiga apaixonada.&lt;br /&gt;É a mesma conversa de dois posts atrás: ela se confessava perdidamente apaixonada por fulano. Perguntei: "E o que tem esse fulano?" Ela: "é lindo, beija bem e é tão cheiroso". Paro a transcrição por aqui. Se você não se surpreendeu, então leia novamente. Olhe só: ela o deseja com os olhos, com a boca e até com o nariz, mas não com o coração! E, nesses tempos de ômega-3 e gorduras poli-insaturadas, nem o cardiologista quer saber dele. Não se ouve mais falar em corações partidos. Veja bem: não há registro, em toda Rio Preto, de um único e escasso caso de coração partido! Corações transpassados? Só na churrascaria.&lt;br /&gt;No bar, pensei alto: "Deveríamos ter dois, três corações até!". "Você é um romântico", disparou o amigo de dois fígados. "Ora, romântico é você!", respondi ofendido, e voltei a jogar bilhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-113098177039150576?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/113098177039150576/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=113098177039150576&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113098177039150576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113098177039150576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2005/11/j-havia-afirmado-aqui-e-repito-no-se.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-113027254541724965</id><published>2005-10-25T13:27:00.000-07:00</published><updated>2005-11-23T17:21:50.776-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/1600/j-dream-art-small.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/200/j-dream-art-small.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero nada em específico, quero apenas mais. E nada mais humano que a inconformação: nunca vi um leão frustrado ou uma gazela cabisbaixa. É a derradeira herança genética: querer mais e sempre. E quem há de nos culpar por sermos apenas o bicho que somos? Mas falo do querer quando deveria falar do desejar. E não se deixe enganar pelo dicionário: são coisas bem diferentes. Porque desejo é o querer sem ação, e querer é o desejo com consciência e responsabilidade.&lt;br /&gt;E nesses últimos dias meus mais inespecíficos desejos se materializaram em algo etéreo, onírico e, -- por que não? -- singelo: tudo o que quero agora é dormir. Ou melhor: dormir bem. Sou acompanhado por uma insônia perene, que me segue como um cão ao dono. Já me disseram: "toma umas que você dorme". Ora, eu poderia beber todas e não teria sono. Morreria e não teria sono. Seria, olhe só, um morto insone! Há quem diga que reclamo demais e para esses eu replico: sim, e nada mais humano!&lt;br /&gt;Note que poderia justificar todas minhas idiossincrasias assim: como não sou leão, gazela ou ET, posso querer tudo e reclamar sempre. E eis que lhes entrego, de bandeja, a mais inconstestável justificativa para qualquer coisa: ser humano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-113027254541724965?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/113027254541724965/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=113027254541724965&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113027254541724965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/113027254541724965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2005/10/no-quero-nada-em-especfico-quero.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-112976936762902687</id><published>2005-10-19T17:47:00.000-07:00</published><updated>2005-11-23T17:19:57.226-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/1600/29586%20see%20hear%20speak%20no%20evil%20monkey%20totem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/200/29586%20see%20hear%20speak%20no%20evil%20monkey%20totem.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres se apaixonam com a mesma frequência com que compram sapatos. Digo isso e sigo para a questão que realmente importa: por que falamos tanto? Ou, colocando de outra maneira: por que ouvimos tão pouco?&lt;br /&gt;Ontem, num chat, uma amiga disparou: "Estou apaixonada". Entre a inveja e a indiferença, escolhi o sarcasmo: "Fica tranquila que isso passa". Ela fingiu que me escutou, eu fingi que fui ouvido e continuamos nossos pequenos monólogos alternados. E, metralhado pela incessante sequência de qualidades do jovem que a arrebatara, senti crescer em mim uma ânsia ancestral: a de falar.&lt;br /&gt;Augusto dos Anjos fala do "molambo da língua paralítica" como um obstáculo à expressão de idéias. Vou lhes confessar algo: nunca ouvi falar de um deficiente verbal sequer (excetuando-se os mudos, claro). Todos meus conhecidos têm línguas salubérrimas e não parecem ter problema algum em verbalizar os seus mais reconditos sentimentos. Um bom ouvido, no entanto, parece ser um desafio para a engenharia genética. Homens de marte e mulheres de vênus? Somos, todos, sistemas solares isolados!&lt;br /&gt;Queria que um dia, minha amiga, eu pudesse vencer a distância planetária que nos separa e, ouvir, de bom grado, as lamúrias de um coração apaixonado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-112976936762902687?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/112976936762902687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=112976936762902687&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/112976936762902687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/112976936762902687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2005/10/mulheres-se-apaixonam-com-mesma_19.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17969705.post-112960563731163537</id><published>2005-10-17T20:18:00.000-07:00</published><updated>2005-11-23T17:22:50.350-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/1600/volcano.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4017/1746/200/volcano.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto dos Anjos errou! Digo isso com a voz entrecortada, já que Augusto é, para mim, muito mais que um poeta: é meu guia espiritual.&lt;br /&gt;Minha vida se apoia em três robustos pilares: Augusto dos Anjos, Pink Floyd e chocolate. Augusto como mestre, Floyd como ideal de vida e chocolates como filosofia . É como na poesia do Pessoa: "Não há mais metafísica no mundo senão chocolates".&lt;br /&gt;E abro aqui um parênteses sobre o ideal de vida floydiano. Me refiro ao Floyd de 'a pillow of winds' e 'San tropez', que são,&lt;br /&gt;respectivamente, o mais preguiçoso despertar e o mais tranquilo anoitecer. Os outros Pink Floyds não interessam. Ou, por outra, interessam e muito, mas não para este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu falava de Augusto, ou melhor, eu dizia que Augusto errou. Foi em 'Monólogo de uma sombra' que ele afirmou: "... Calor, causa ubíqua de gozo". E eu replico: não! Nada mais longe da verdade. Aos incrédulos eu tenho outro argumento, ainda mais forte: não! E aos que ainda resistem: NÃO, não e NãO! Colocaria infinitos nãos sem medo de errar, mas o blog tem limite de palavras, então fico em três.&lt;br /&gt;Não há espaço para calor entre o despertar e o anoitecer. Não o calor de Rio Preto. Não na vida ideal, que é necessariamente floydiana e necessariamente preguiçosa e tranquila. O calor riopretense é visceral; é sentido de dentro para fora. Mas é fácil compreender o deslize de Augusto: como paraibano, não conhecia Rio Preto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17969705-112960563731163537?l=estevesemetafisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/feeds/112960563731163537/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17969705&amp;postID=112960563731163537&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/112960563731163537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17969705/posts/default/112960563731163537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estevesemetafisica.blogspot.com/2005/10/augusto-dos-anjos-errou-di_112960563731163537.html' title=''/><author><name>Carlos Emidio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
